Cultura

Paz celebrada com Orquestra em Maputo

O Cinema Scala, em Maputo, esteve completamente lotado na noite de 3 de Outubro para acolher a segunda edição do Concerto pela Paz.

  • 6 de outubro de 2026
  • Cultura
  • António Makonde
Paz celebrada com Orquestra em Maputo

Trata-se de uma iniciativa organizada pela Itália em Moçambique para assinalar os 34 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz, celebrado a 4 de Outubro de 1992.
O espectáculo reuniu músicos e cantores italianos e moçambicanos, bem como jovens da Orquestra e do Coro Xiquitsi, numa noite marcada pela música, pela memória da paz e pela valorização dos laços históricos entre Moçambique e Itália.


A iniciativa teve como um dos momentos centrais a intervenção do embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, que destacou o papel do diálogo na construção da paz e recordou o processo que conduziu à assinatura do Acordo Geral de Paz.
No seu discurso, Annis sublinhou que o Governo italiano acompanhou, juntamente com a Comunidade de Santo Egídio, o difícil caminho que levou ao fim da guerra civil moçambicana.

“Pessoas que durante anos se tinham combatido escolheram sentar-se à mesma mesa e reconhecer-se como parte da mesma humanidade e do mesmo povo”, afirmou o diplomata.

Reproduzida do site da AIM

Para o embaixador italiano, a experiência moçambicana demonstra que a paz depende da compreensão mútua, do conhecimento do outro e da capacidade de aceitar as diferenças através do diálogo.

Da timbila à marrabenta, passando pelos coros e pelas diferentes expressões musicais, Annis destacou a capacidade da música de criar pontes, mesmo em períodos marcados por profundas divisões.

Sob a direcção artística dos maestros Girolamo Deraco e Kika Materula, o concerto juntou artistas dos dois países e os jovens da Orquestra e do Coro Xiquitsi.
A segunda edição do Concerto pela Paz ficou igualmente marcada pela estreia mundial de quatro obras, entre elas “United We Sing”, composição de Girolamo Deraco, sobre texto de Eyal Lerner, dedicada a Moçambique e à paz.

Reproduzida do Facebook / Xiquitsi

Foram também apresentadas “Fantasia per Orchestra d’Archi”, de Gabriele Marchetti, dedicada à Orquestra Xiquitsi; “Xa Lisima”, do compositor moçambicano Estêvão Chissano; e “Três Melodias Moçambicanas”, de Humberto Tandane, num arranjo para piano a quatro mãos.

No palco estiveram ainda Chiara Ramello, Lourena Uamusse, Celso Manso, Andreas Garivalis e Petr Yanchuk, além de Kika Materula, no oboé e na direcção orquestral.
O concerto integra o programa MOZITA 2026, que, na sua segunda edição, procura promover o intercâmbio entre Itália e Moçambique também através do cinema, da arte contemporânea e de outras manifestações culturais.


Fonte: AIM

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